Mar NegroSexta-Feira 13 e sempre surge nas rodas de amigos aquela mesma pergunta: Por que o Brasil não faz filme de terror? O gênero, adorado por muitos e temido por tantos outros, no entanto, não está assim tão ausente da cinematografia nacional. Há sim a produção de muitos filmes, mas boa parte acaba não atingindo o seu público. Muitas vezes por preconceito do próprio público.

Claro que a maioria já ouviu falar do Zé do Caixão, maior nome do terror no Brasil. Conhecido mundialmente como Coffin Joe, o nosso José Mojica Marins também deixou uma legião de fãs e seguidores. Por todo o Brasil, cineastas amadores e profissionais usam e abusam da criatividade para criar curtas, médias e longas horripilantes, com um toque de nossa cultura.

Veja aqui dez filmes de terror brasileiros dos últimos cinco anos:

A Capital dos Mortos (2008), de Tiago Belotti

Quem acha Brasília uma cidade assustadora, vai ficar ainda mais impressionado quando assistir ao filme A Capital dos Mortos. Na trama, um grupo de amigos fãs de terror percebe que a capital federal está sendo tomada por mortos-vivos e arma um plano para se salvar. Com um orçamento de apenas R$ 3 mil, e contando com o apoio de amigos, o filme partiu de um curta e colocou Brasília na rota dos zumbis.

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Bellini e o Demônio (2008), de Marcelo Galvão

Segundo filme estrelado pelo detetive Remo Bellini (Fábio Assunção) e baseado em um livro do titã Tony Bellotto, Bellini e o Demônio gira em torno do Livro da Lei, do escritor ocultista Aleister Crowley. Polêmico, o filme gerou grandes discussões entre seu diretor Marcelo Galvão (Colegas) e o produtor Theodoro Fontes. Além de Crowley, Galvão também colocou no filme referências à magia negra e a obras de David Lynch e David Cronenberg.

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Encarnação do Demônio (2008), de José Mojica Marins

Maior nome do cinema de terror brasileiro e um dos maiores do mundo, José Mojica Marins demorou 40 anos para concluir sua trilogia, que conta com À Meia Noite Levarei Sua Alma (1963) e Esta Noite Encarnarei no Seu Cadáver (1967). Em Encarnação do Demônio, filme de maior orçamento do cineasta, o personagem Zé do Caixão é libertado de uma prisão para doentes mentais e volta a buscar a mulher que lhe dará o filho perfeito.

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O Fim da Picada (2008), de Christian Saghaard

Inspirado em Macário, de Alvares de Azevedo, O Fim da Picada conta com grandes nomes do terror nacional em seu elenco, como José Mojica Marins, Ivan Cardoso e Carlos Reichenbach. Misturando lendas locais, religiões africanas e satanismo, o filme mostra um homem que após participar de uma orgia em uma praia em 1850, sobe a serra rumo a São Paulo atual, em um universo onírico e bastante caótico.

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Morgue Story: Sangue, Baiacu e Quadrinhos (2009), de Paulo Biscaia Filho

Adaptado de uma peça teatral de mesmo nome, Morgue Story: Sangue, Baiacu e Quadrinhos reúne três personagens excêntricos em um mesmo ambiente, um necrotério. As histórias da cartunista Ana Argento, o vendedor de seguros Tom e o médico legista Dr. Daniel se cruzam em um misto de comédia, terror e nonsense, quando o médico sociopata tem que se livrar de um cataléptico para satisfazer seus prazeres carnais.

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Porto dos Mortos (2010), de Davi de Oliveira Pinheiro

Mistura de terror, road movie e faroeste, Porto dos Mortos pode ser considerado um dos mais bem sucedidos filmes do gênero no Brasil, já que é distribuído em diversos países através do NetFlix e já é considerado cult por onde passa. A história, em um futuro pós-apocalíptico, fala sobre um policial que caça um assassino serial que pode ser a causa do fim do mundo. O filme teve um orçamento de R$ 300 mil.

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A Noite do Chupacabras (2011), de Rodrigo Aragão

 

Segundo filme da trilogia Fábulas Negras, A Noite do Chupacabras mostra uma briga entre famílias rivais de fazendeiros. A disputa termina de forma inesperada quando seus membros percebem que a morte de seus animais não á causada pelos vizinhos, mas por um monstro que faz tudo para se alimentar de sangue. A trilogia tem ainda os filmes Mangue Negro, de 2008, e Mar Negro, de 2013.

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Desaparecidos (2011), de David Schurmann

 

Do mesmo diretor do documentário O Mundo em Duas Voltas, o terror Desaparecidos segue uma linha semelhante ao do sucesso norte-americano A Bruxa de Blair. David Shurmann, da famosa família de velejadores, conta a história de seis amigos que foram a uma festa no litoral de São Paulo e podem ter morrido. O longa é contado através das imagens das câmeras dos jovens, encontradas pela polícia local.

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Mar Negro (2013), de Rodrigo Aragão

 

O capixaba Rodrigo Aragão finaliza a sua trilogia com Mar Negro, que abusa de seres mitológicos em versões criadas especialmente para assustar a seus espectadores. Usando mais de 1500 litros de sangue falso durante as filmagens, o filme mostra uma mancha que se espalha pelo mar transformando inofensivos animais em terríveis monstros, inclusive o maior já criado no Brasil, de acordo com o cineasta.

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Quando Eu Era Vivo (2014), de Marco Dutra

Quando Eu Era VivoNão apenas de monstros e sangue vive o cinema de terror. Estrelado por Antônio Fagundes, Marat Descartes e Sandy Leah, Quando Eu Era Vivo usa o psicológico para amedrontar, como acontece em obras como Trabalhar Cansa, de Juliana Rojas. No filme, Junior se separa da mulher e volta a viver na casa do pai, que agora hospeda a estudante de música Bruna. Em depressão, o homem cria uma grande obsessão pela jovem, passando a confundir realidade e sonho.

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